Resenha - Mulherzinhas


Título: Mulherzinhas
Título Original: Little Women
Autor: Louisa May Alcott
Editora: Penguin Companhia
Páginas: 592
Ano: 2020
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Sinopse: 
Mulherzinhas é considerado um dos livros mais influentes de todos os tempos. Ultrapassando a barreira das idades, esse romance é lido com a mesma paixão por adultos e jovens. A história das irmãs March se tornou um clássico feminista que reflete sobre a tensão entre obrigação social e liberdade pessoal e artística para as mulheres. Cada leitor terá sua irmã favorita: a independente Jo, a delicada Beth, a bela Meg ou a artista Amy. Essas quatro mulheres e sua mãe, Marmee, enfrentam com diligência e honra as privações da Guerra Civil americana, e se tornaram um sucesso instantâneo já em 1868.

A Trama Um clássico da literatura americana que beira o princípio do gênero Jovem Adulto de hoje em dia, Mulherzinhas conta a história das irmãs March em plena Guerra Civil e como a personalidade de cada uma das meninas interfere em seus sonhos, aspirações para o futuro e formas diferentes de lidar com a vida. Uma história que mostra o poder e força das mulheres, mesmo em uma época tão marcada pelo machismo estrutural.

Os Personagens: Inspirado na própria família da autora, Louisa May Alcott retrata, em cada uma das quatro irmãs March, Meg, Jo, Beth e Amy diferentes personalidades que ficam muito nítidas e que fazem com que cada leitor possa se identificar com pelo menos uma das personalidades principais.  Enquanto as meninas lidam com a ausência do pai, ficam presas à uma vida de dificuldades financeiras em uma casa habitada apenas por mulheres, o que retrata também um contexto histórico, além de menções de tópicos avançados para a época, como feminismo e preconceito.

Capa, Diagramação e EscritaComo clássico, a narrativa em si tende a ser um pouco mais arrastada - até por uma questão de estilo da época. Tendo dito isso, o livro é uma ótima porta de entrada para quem quer se aventurar no mundo dos livros clássicos. Eu, pessoalmente, gosto muito dessa capa e, dentre todas as diversas que temos disponíveis no mercado, acho que essa edição da Penguin é a que mais me atrai visualmente. Além disso, em questões de tradução de clássicos, a Penguin também sempre me surpreende e passa muita confiança nesse quesito.

Concluindo: Eu acredito que esse livro é uma ótima porta de entrada para os clássicos, principalmente se debater questões de feminismo, liberdade de expressão e mudanças sociais é uma coisa que te interessa enquanto leitor. Além disso, com a adaptação mais recente para filme logo ali, é impossível de ignorar uma história tão famosa e reconhecida vivida por um elenco de peso, como Maryl Streep, Emma Watson e Saoirse Ronan.