Top 10 Livros de Autores Negros
Graças a Deus o que não faltou ultimamente na mídia foi a
repercussão dos direitos dos negros, e no mundo literário não foi diferente,
vimos muitas indicações de livros que abordam a marginalização dos
negros, assim como livros escritos por eles. Aqui vão nossas indicações:

1. Chimamanda Ngori Adichie
Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente. “Uma história sensível e delicada sobre uma jovem exposta à intolerância religiosa e ao lado obscuro da sociedade nigeriana.
Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e
Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob
um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais,
paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados
Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela
primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher
e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados
Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal,
tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá
de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu
companheiro de adolescência. Principal autora nigeriana de sua geração e uma
das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie
parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como
imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e
implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico
contemporâneo.
Chimamanda Ngozi
Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977. Ela é a quarta de seis filhos de
uma família Igbo. Criada na cidade universitária de Nsukka, onde seu pai James
Nwoye Adichie era professor de estatística - e sua mãe, Graça Ifeoma, foi
a primeira administradora do sexo feminino. Com 19 anos, Adichie deixou a
Nigéria e se mudou para os Estados Unidos para estudar comunicação e ciências
políticas na Universidade de Drexel, na Filadélfia. Ela recebeu um diploma de
bacharel de Leste, onde se formou summa cum laude em 2001. Em 2003,
Chimamanda completou seu mestrado em escrita criativa na Universidade Johns Hopkins.
Em 2008, recebeu a titulação de Mestre de Artes em Estudos Africanos pela
Universidade de Yale. Adichie foi bolsista de Hodder na Universidade de
Princeton, durante o ano acadêmico de 2005-06 . Em 2008, ela foi premiada com
uma MacArthur Fellowship. Ela também foi premiada com uma bolsa em 2011-12 pelo
Instituto Radcliffe de Estudos Avançados da Universidade de Harvard. Adichie
divide seu tempo entre a Nigéria, onde ensina em oficinas de escrita, e os
Estados Unidos. Ela foi a primeira mulher a ser Chefe da Administração da
Universidade da Nigéria. Em 2016, foi conferido à ela uma certificação com
honras, como Doutora em Humanidades, pela Universidade de Johns Hopkins. Em
2017, ela recebeu o mesmo tipo de certificação das Universidades de Haverford College
e de Edimburgo. Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e
apareceu em inúmeras publicações, entre eles a New Yorker e a Granta. Recebeu
diversos prêmios, entre eles o Orange Prize. Vive entre a Nigéria e os Estados
Unidos. 

