Sinopse: Elle Castillo é a
apresentadora de um podcast popular sobre crimes reais. Depois de quatro
temporadas de sucesso, ela decide encarar um caso pelo qual sempre foi
obcecada ― o do Assassino da Contagem Regressiva, um serial-killer que
aterrorizou a comunidade vinte anos atrás. Suas vítimas eram sempre
meninas, cada qual um ano mais jovem que a anterior. Depois que ele
levou sua última vítima, os assassinatos pararam abruptamente. Ninguém
nunca soube o motivo. Enquanto a mídia e a polícia concluíram há
muito tempo que o assassino havia se suicidado, Elle nunca acreditou que
ele estava morto. Ao seguir uma pista inesperada, no entanto, novas
vítimas começam a aparecer. Agora, tudo indica que ele está de volta, e
Elle está decidida a parar sua contagem regressiva.
“Além de impossível de largar, Garota, 11 é uma análise inteligente dos dilemas éticos envolvidos na narração de histórias de crimes reais, especialmente em podcasts.” ― The New York Times
“A narrativa cheia de nuances de Clarke é viciante.”― Publishers Weekly
Trama: O Justiça Tardia é um dos podcast de maior sucesso do país, que se compromete a investigar crimes reais não resolvidos, e que depois de quatro temporadas prolíficas - onde ela conseguiu até mesmo reabrir e resolver casos antigos, Elle, a apresentadora se volta para o caso do ACR (Assassino da Contagem Regressiva), desaparecido para alguns e supostamente morto para outros - em um incêndio ocorrido há 20 anos. O caso é dado como arquivado já que não houve mais nenhuma nova informação depois de o assassino matar oito mulheres e crianças em ordem cronológica decrescente em um modus operandi único e aterrorizante. Apesar de introduzir a ideia do podcast, não há muita novidade no enredo - é o típico "civil que decide investigar um crime por conta própria", o que não necessáriamente é ruim, claro que ansiamos por criatividade, mas dentro do que foi proposto aqui, acho que ficou adequado.
A Protagonista: Elle Castillo trabalhava como assistente social, mas deixou o emprego há muitos anos para mais tarde criar o Justiça Tardia; Ela não suporta ver o sofrimento e morte de crianças e é através do podcast que ela buscar obter justiça, orientar e honrar as vítimas. Elle tem o seu apelo carismático, e foi habilidoso da autora conseguir nos enredar nas graças da personagem, por que muitas vezes ela toma algumas decisões questionáveis e relativamente... irritantes. Casada com um legista que muitas vezes presta entrevistas ao podcast, ela também tem um grande envolvimento com a vizinha e sua filha pequena, por quem ela é profundamente afeiçoada.
Capa, Diagramação e Escrita: A composição da capa é instigante; as cores adjacentes a fonte dão impacto e evocam a ideia do podcast moderno; A forma como as ilustrações são montadas e trabalham juntas com a iluminação em "negativo" me fez sentir o ar de mistério, mas sobretudo a aflição. O livro poderia ter sido melhor revisado, achei uns errinhos aqui e ali, o restante da diagramação está ok. Gosto de como a narrativa foi feita intercalando transcrições, quase podia ouvir o podcast - tenho inclusive alguns livros que contam com Qr codes com playlists ou sons para a ambientação na leitura, eu ia adorar se tivesse um ou outro podcast gravado para acompanhar a leitura.
Concluindo: Bom, sou assídua leitora de mistério e thrillers policiais, e depois de ler Conan Doyle, Agatha Christie, Stieg Larsson, Gillian Flynn, Patricia Cornwell e Harlan Coben... enfim é difícil levar Garota 11 muito a sério, a leitura é "gostosinha" e eu acredito que tinha algum potencial, mas em muitos momentos a trama e os personagens se tornam um tanto incoerentes, em determinado ponto do livro, parece que a autora se afoba e adianta muito a trama, fazendo com que a leitura pareça "rushada", e muitas elucidações são muito previsíveis (o que pra mim é um pecado em um livro de mistério, embora aconteça frequentemente com quem está familiarizado com o tema). A leitura de Garota 11 é envolvente, a proposta agrada, mas sua construção é fraca, então aproveite sem esperar muito.