Resenha - Destruidor de Mundos

Título: Destruidor de Mundos 
Título Original: Realm Breaker
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 560
Saiba mais: Skoob
Comprar: Submarino
 
Meu primeiro contato com Victoria Aveyard deixou muito a desejar.

Sinopse: Victoria Aveyard, autora da série best-seller A Rainha Vermelha, está de volta com uma nova fantasia de tirar o fôlego.
 
Ano após ano, Corayne assiste sua mãe, uma célebre pirata, partir para o alto-mar e desbravar todos os reinos de Todala, sem jamais poder acompanhá-la. Quando um misterioso imortal e uma assassina de aluguel aparecem dizendo que ela é a última descendente viva de uma poderosa linhagem ― e a única pessoa capaz de salvar o mundo de um perigo iminente ―, ela aproveita a chance para ir em busca de sua própria aventura. O problema é que o perigo é muito maior do que ela imaginava: um homem sedento por poder, determinado a reabrir os portais que, no passado, levavam para outros mundos, povoados por criaturas sinistras. Com a ajuda de um grupo de bandidos e maltrapilhos, Corayne terá de provar que o heroísmo pode surgir até nos lugares mais inesperados.


Trama: O continente de TodAla é pacífico e prolífico; protegido nas sombras por guerreiros imortais seus habitantes ignoram a grande ameaça que esta prestes a emergir. Taristan - um príncipe ilegítimo, busca abrir portais para outros mundos em busca de um poder inimaginável, mas é impossível prever o que há por trás de cada portal, e muitos deles guardam perigos suficientes para destruir tudo e todos dentro da "Ala". É nesse contexto que conhecemos Corayne, que a contragosto herda  a responsabilidade de impedir Taristan e salvar a todos. A trama parece muito empolgante e promissora certo? Ela realmente é, mais qualquer emoção positiva que sentimos em relação a ela acaba aí... no potencial.
 
Protagonista e Personagens Secundários: Eu gostaria de poder dissertar melhor sobre eles, infelizmente tudo á que somos expostos durante a leitura é a uma apresentação. Há algunm desenvolvimento muito superficial da protagonista, enquanto as demais personagens são apresentadas ao leitor e passam a exercer um papel "automático" na trama, alguns personagens não tem função alguma e pra mim foi praticamente impossível me conectar ou simpatizar com qualquer um. (Sabe aquela sensação vazia que sentimos ao assistir algumas propagandas? Foi essa sensação que senti durante toda a leitura, e foi um dos pontos decisivos para tornar a leitura intolerante.

Capa, Diagramação e Escrita: A capa é linda, o trabalho da Seguinte foi impecável - o fundo fosco de ouro envelhecido dá o "tom" da ambientação, e o destaque em verniz da espada chama muito a atenção. O simples gesto situa a atmosfera sentimental que devíamos achar na trama, tanto quando a raiva reprimida do vilão quando a urgência dos salvadores; talvez a única coisa a me incomodar um pouco é o tamanho do título. A diagramação é polida e o tamanho da fonte confortável, o papel é  pólen soft (cheiroso para os viciados com eu). Agora a parte complicada, a escrita... O segundo ponto crucial na aflição que foi ler Destruidor de Mundos, é a escrita de Victoria - ela é muito descritiva e arrastada... Não me levem a mal, eu amo um livro enorme cheio de descrições que te inserem em novas realidades (fã fervorosa de Stephen King), mas mesmo para o primeiro livro de uma série, ela se enrola na hora de ambientar o leitor no universo, jogando muitos conceitos e ideias de forma pouco abrangente, a trama demora muito para começar, e esses momentos que poderiam ter sido usados para desenvolver personagens ou enriquecer a leitura, é praticamente inútil, (as primeiras 130 páginas do livro poderiam ter sido condensada em 10 no máximo). Finalmente quando a história começa... nada acontece. De novo, mesmo que para um livro introdutório, o desenvolvimento de tudo foi muito pobre, qual é o intuito de se fazer um livro tão grande quando nada (personagens, trama, acontecimentos) é expandido?
 
 
Concluindo: Comecei a ler Destruidor de Mundos em junho do ano passado e a duras penas cheguei ao seu final. Eu sou o tipo de pessoa que têm aflição de deixar algo inacabado, então costumo ler as continuações de livros que não me agradam tanto, mesmo que seja só para poder finalizar a série ( e sempre há um misto de curiosidade, e pontos positivos nesses livros), mas honestamente isso não vai acontecer aqui; mesmo que a autora seja eloquente e a trama tenha potencial o processo de leitura é por demais doloroso para que eu queira  repeti-lo.