Resenha - Trocada

Resenha feita pela Luh!
Título: Trocada
Título Original: Switched
Série: Trylle
1- Trocada
2- Torn (2010 US)
3- Ascend (2011 US)

Autor: Amanda Hocking
Editora: Rocco
Páginas: 328
Ano: 2013
Saiba mais: Skoob
Comprar: Submarino // Extra

Uma ideia boa com execução ruim.

Sinopse: Quando Wendy Everly tinha seis anos, sua mãe foi convencida de que ela era um monstro e tentou matá-la. Onze anos mais tarde, Wendy descobre que sua mãe poderia estar certa. Ela não é a pessoa que sempre acreditou ser, e toda sua vida começa então a ser desvendada. Tudo por causa de Finn Holmes. Finn é um cara misterioso que parece estar sempre olhando para ela. Cada encontro deixa Wendy profundamente abalada. Mas não se passa muito tempo antes de que ele revele a verdade: Wendy é uma changeling que foi trocada ao nascer e Finn vai levá-la de volta para casa. Agora Wendy parte para um mundo que nunca soube existir e que é ao mesmo tempo belo e assustador. E é lá que ela deve deixar sua antiga vida para trás e descobrir qual será seu destino.

A Trama: O livro começa com uma cena ótima da mãe de Wendy tentando matá-la quando a garota tinha apenas seis anos, certa de que aquela não era sua filha. Logo saltamos para anos depois, para o presente, com Wendy indo a uma nova escola e comentando sobre Finn, um garoto estranho que estava ali há uma semana e ficava encarando-a. Em menos de trinta páginas, Wendy está apaixonada por Finn e ele está contando a ela que a garota é uma changeling. O início me pareceu muito apressado, e talvez eu tivesse gostado mais da protagonista se tivesse tido tempo de conhecê-la em um ambiente normal.
A trama, entretanto, é muito interessante. A ideia da sociedade dos changelings e seus poderes sobrenaturais me encantou e espero que a autora a desenvolva ainda mais. Por ter um ritmo tão rápido, é difícil se entediar com a trama e foi fácil ler o livro inteiro em poucas horas. O final, apesar de levemente previsível, tem cenas de ação que eu adorei e me deixaram curiosa pelo próximo volume da série.

A Protagonista: Wendy parece conseguir se comportar de todas as maneiras erradas, e esse foi meu grande problema com o livro. Quando morava com sua família humana, ela era extremamente egoísta e admitia abertamente que as vidas de Matt e Maggie eram muito mais difíceis por causa dela, mas não parecia sentir culpa alguma por isso. Já com a família Trylle, a protagonista parecia ser extremamente submissa e aceitava qualquer coisa sem discutir muito.
Além disso, uma das coisas que mais me irritou em Wendy foi que ela conhecia vários garotos e, em cinco minutos, já queria agarrá-los, parecendo um animal no cio.

Os Personagens Secundários: Também não gostei muito de Finn, o garoto por quem o leitor teoricamente deveria se apaixonar. Rhys e Tove, entretanto, eram muito legais! Cada um com uma personalidade bem diferente, os dois garotos me conquistaram e espero vê-los ainda mais nos próximos livros.
Willa também foi uma ótima personagem. Acabei me afeiçoando a ela muito mais do que esperava e estou torcendo para que ela conheça um garoto legal!

Capa, Diagramação e EscritaEssa capa é bonita no geral, adorei os adornos do título. Mas não gostei da garota. Ficou muito óbvio que ela foi colada sobre a imagem de fundo. A diagramação ficou muito bonita mesmo, com detalhes especiais no início de cada capítulo - além do nome. E encontrei pouquíssimos erros de revisão.
A escrita da Amanda deixou a desejar. A descrição dos cenários não é ruim, mas ela parece ter escrito o livro às pressas. Senti falta de detalhes nas cenas. Além disso, apesar de a narrativa ser em primeira pessoa, tive bastante dificuldade em me conectar à protagonista.

Concluindo: Essa é uma trama divertida e com ótimas ideias, mas não consegui gostar muito dos personagens. No geral, foi um bom livro, mas espero honestamente que a série melhore um pouco no próximo.

Quotes:
Havia também aquela pergunta urgente e sem resposta sobre o que exatamente Finn queria comigo. Às vezes ele me tratava como se eu não fosse nada além de irritante. Outras vezes ele olhava para mim e me deixava sem ar.

Era impossível. Queria corrigi-la. Devia haver algum engano. Nada tão deslumbrante e elegante como ela seria capaz de gerar algo como eu. Eu era desajeitada e impulsiva. O cabelo dela era como seda; o meu, como já haviam me dito, era como palha de aço. Não tinha como eu ser parente dela.
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