Resenha - A Morte de Sarai


Título: A Morte de Sarai
Título Original: Killing Sarai
Série: Na Companhia de Assassinos
1- A Morte de Sarai (2015)
2- O Retorno de Izabel (2013 US)
3- The Swan & the Jackal (2014 US)
4- Seeds of Iniquity (2004 US)
5- The Black Wolf (2015 US)
Autora: J. A. Redmerski
Editora: Suma de Letras
Páginas: 255
Saiba mais: Skoob
Comprar: Saraiva // Extra // Submarino 

Sinopse: A autora do best-seller de "Entre o agora e o nunca" e "Entre o agora e o sempre" traz uma história de paixão e sobrevivência.
Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte.
Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo.
Em “A Morte de Sarai”, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

A Trama: Eu já havia lido a sinopse do livro e até olhado superficialmente uma resenha, mas quando eu abri o livro para finalmente lê-lo, já não lembrava mais o que esperar e isso foi muito bom. Mesmo coisas "simples" que estão na sinopse, eu gostei de não lembrar, de não saber quais reações os personagens teriam. Estou ansiosa pelo segundo livro e estou sentindo que essa série vai entrar para as minhas queridinhas, se continuar nessa pegada. O livro tem cenas pesadas, mas pelo o que eu vi, vai ficar ainda mais pesado nas sequências. Então é aquilo de ler, mas não se apegar demais a todos personagens, pois no ramo em que eles estão e com a rotina que levam, tudo pode acontecer. Por trás dessa trama envolvente que J. A. Redmerski criou, ela fala sobre o tráfico de mulheres, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, e o que faz parte dos bastidores da vida de milionários que posam de bom moços perante a sociedade, mas escondem uma vida sombria. E nós sabemos que isso é real, não é raro aparecer no noticiário algum ricaço que esconde segredos por trás da fortuna, ou cuja fortuna tem origem ilícita. O livro não é perfeito, o romance não é perfeito, mas o que é perfeito nessa vida? O livro é incrível mesmo assim, e mesmo desejando que algumas coisas fossem diferentes, J. A. sabe o que faz, se justificou e me convenceu perfeitamente. Apesar de o cenário do livro não ser uma coisa rotineira, ele pareceu tão palpável quando eu estava lendo, tão envolvente, que não consegui desgrudar do livro até acabar de ler.

A Protagonista: Amei Sarai. Sim, ela tem muito o que amadurecer para ser uma pessoa mais segura, mas por ter passado nove anos mantida em cativeiro, vendo mortes, estupros e torturas, pode se considerar que ela é muito inteligente e forte emocionalmente. Sarai tem controle sobre algumas coisas que eu não imaginava que ela tivesse e essa surpresa foi muito boa.

Personagens Secundários: Javier, o sequestrador de Sarai, é um psicopata e Izel, sua irmã, é uma ninfomaníaca obcecada, não tem como viver com essa dupla e não ficar louco. Mas a protagonista soube como lidar com eles, mentindo sem sucumbir, e isso já é mais um motivo para gostar dela.
Victor é daqueles personagens que te deixam com vontade de bater e abraçar ao mesmo tempo. Por causa de seu "trabalho" ele realmente não pode se apaixonar e se envolver com uma mulher, isso é óbvio pra todos, mas uuuugh, como não torcer por ele e Sarai? Como não torcer para que eles encontrem um jeito de ficar juntos? Cada vez que os personagens se afastam ou negam o que sentem dá vontade de bater neles e logo depois colocar num potinho protegidos de todo o resto do mundo.
Nossa, como eu odeio o Niklas. Niklas é irmão de Victor, e entendo tudo o que ele fez e as suas preocupações, mas mesmo assim... Tem personagens que poderiam ser do bem e ajudar os mocinhos, mas se metem pra atrapalhar, tem medo de ousar e mudar. Só digo que eu teria matado o Niklas (quem ler o livro vai entender em que momento isso aconteceria). Tá rolando o papo que o quinto livro vai ser sobre ele e os leitores estão amando isso. Não sei se o personagem vai fazer alguma coisa que me conquiste futuramente, mas por enquanto só o odeio mesmo.

Capa, Diagramação e Escrita: Essa capa é bem intrigante, gostei dela. O livro tem poucas páginas e os capítulos não são muito compridos, mal vi eles passando enquanto lia. Amo a escrita da J. A. Já li os dois outros livros dela lançados no Brasil e mais uma vez a forma com a que os personagens narraram a trama me conquistou. A quem também leu os outros livros, alerto que não espere um romance fofinho nesse aqui. A Morte de Sarai é um livro mais adulto, contém violência e ação, e o romance não é a prioridade.

Concluindo: Ao terminar o livro só conseguia pensar: "necessito da sequência agora, como vou viver sem esses personagens?" e tive que ir correndo pesquisar informações para não cair numa terrível ressaca literária. A boa notícia é que a sequência, que já tem título e capa nacionais, está prevista para julho deste ano. Aguardo com altas expectativas.

Quotes:
Parece que há muitas coisas que eu poderia e deveria ter feito. Nunca imaginei que eu seria a garota idiota do filme de terror que entra correndo na casa mal-assombrada ou tropeça nos próprios pés fugindo da floresta às escuras. Acho que, no geral, todos achamos ridícula a idiotice dos outros, até que nós mesmos somos forçados a viver experiências traumáticas.


Então percebo mais alguma coisa lampejar em seus olhos, algo assustador, que nunca vi nele, e fico tensa em seus braços. Ele me observa em silêncio, como se eu fosse algo a ser devastado e depois finalmente... morto. Apesar do medo crescente, ainda quero estar exatamente onde estou, presa nos braços impiedosos de um assassino.